COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
BEM POLICIALESCO
Sem surpresa, o levantamento feito pela Folha, segundo o qual 68% das atividades de Flávio Bolsonaro (PL) em quatro mandatos (16 anos) como deputado estadual do Rio foram em defesa de PMs, bombeiros e agentes penitenciários, com desprezo total à saúde e educação. Como senador não é diferente. Ele reproduz o pai. O ultraliberalismo é bem policialesco.
PARA TELEGUIADOS
Só mesmo um tolo, bitolado, como se dizia antigamente, ou aproveitador, para acreditar e vender a ideia de que Flávio Bolsonaro pode fazer alguma coisa pelo Brasil e os brasileiros. Ele apoiou o tarifaço de Trump, promete entregar as terras raras para os EUA, defende o fim do salário mínimo e chama de preguiçoso quem reclama da escala 6x1. É entreguista e antipovo.
BEM DIFFERENTES
São dois projetos diametralmente opostos em disputa na eleição de outubro. De um lado a democracia social de Lula, o dever do Estado em ajudar os mais pobres, os programas sociais, o respeito às leis, à República. Do outro o ultraliberalismo fascinazista de Flávio Bolsonaro, o rentismo, fake news, golpismo, o fim das políticas públicas, o uso da força contra o povo.
MAIS AVANÇADO
Embora não mereça grande expectativa, diante dos duros ataques da direitona à institucionalidade, especialmente o STF, não deixa de ser positivo para a democracia a notícia de que Kássio Nunes Marques, novo presidente do TSE, fará uma gestão centrada na defesa das urnas eletrônicas. Está mais evoluído do que Fachin no Supremo. Que continue assim.
SERÁ RETROCESSO
O STF ainda não definiu a data quando votará a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da dosimetria até que sejam julgadas duas arguições de inconstitucionalidade. No meio jurídico, há quem garanta que a corte vai validar a decisão do Parlamento para reduzir as penas dos golpistas. Será um tremendo retrocesso.


