COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
CENÁRIOS OPOSTOS
As convenções mostraram cenários opostos. De um lado Lula, líder absoluto nas pesquisas, apoiado por sete partidos, com a militância entusiasmada e o compromisso de manter as políticas públicas, priorizar a defesa e a soberania nacional. Do outro, Flávio Bolsonaro, restrito ao PL, isolado, nem Michelle apareceu, sem falar nas acusações de crimes penais e eleitorais.
NADA RESOLVE
A extrema direita aposta tudo no apoio de Trump e tem usado todos os recursos possíveis, políticos, institucionais e, como não poderia faltar, também os inescrupulosos, nos quais tem maestria, para impedir a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Está mudando de novo a comunicação da campanha. Mas, nas pesquisas Lula cresce e ele só faz cair.
ATITUDE, FACHIN
Ao que parece, André Mendonça foi picado pela mosca azul e está “metendo os pés pelas mãos”. O fato de ser ministro do STF não o permite investigar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sem autorização da PGR. Ato flagrantemente ilegal. Edson Fachin, presidente do Supremo e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), tem o dever de tomar uma atitude. Logo.
MUTAÇÃO VIRAL
A cumplicidade dos três jornalões na armação jurídico-policial-midiática para tentar evitar a reeleição de Lula fica evidente na manchete, igualzinha, no mesmo dia, da Folha, Globo e Estadão: “Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência”. Reprodução de release, é óbvio. O vírus do golpismo, em nova cepa, ameaçando a República e a democracia.
PODEM REVERTER?
A dois meses do pleito, as próximas pesquisas darão uma visão mais precisa do impacto da intromissão escancarada de Trump na eleição brasileira, da parcialidade flagrante de Nunes Marques no TSE, de André Mendonça no STF e da mídia corporativa. Tais fenômenos terão força para evitar a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) ou só farão Lula ampliar ainda mais a liderança?


