Home
>
Artigos

Começando o ano com as legítimas esperanças

Desejando pisar firme com o pé esquerdo da senhora esperança e o coração pulsando de vibrante utopia para que o novo ano seja de vitórias e alegrias. 

O desafio daqueles que se posicionam à esquerda (aqueles que clamam por mudanças, defensores da igualdade social) é emplacar em 2026 o quarto mandato do presidente Lula. Sair vencedor de uma eleição exige trabalho duro para conquistar o voto do eleitor, enfrentar o poder econômico, a desinformação e a manipulação dos fatos. Será a primeira experiência em que a IA (Inteligência Artificial) estará no jogo eleitoral; manipulação de imagem e voz, já conhecemos o quanto é perfeita, e de como pode ser usada para nos confundir e semear a discórdia. Estejamos atentos, construindo a unidade da classe trabalhadora.

 

E não basta eleger apenas o presidente. A estratégia é eleger uma bancada de esquerda representativa para a Câmera dos Deputados; dos 513 atuais, pouco mais de 70 deputados votam em propostas que beneficiam os trabalhadores. Não é à toa que a hashtag “Congresso inimigo do povo”, impulsionada pelos movimentos sociais nas redes, ganhou força e, de certa forma, furou a bolha, levando a discussão para as rodas de conversa, aumentando o engajamento. Foi escandalosa a derrubada do aumento do IOF (Imposto sobre operações financeiras) na busca de equilíbrio fiscal em contraposição à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até $5mil, campanha contra a taxação dos super-ricos, defendendo bancos e fintechs. Esse drink que os Deputados do Centrão e da extrema-direita ofereceram ao país, mostrou a mesquinhez e voracidade para manter os privilégios dos grupos que representam a elite brasileira. 

 

A luta de classes passa, nesse momento histórico, pelo parlamento.  Não devemos subestimar nossa criatividade, espírito de luta e sabedoria. As revoluções, às vezes, só precisam de um estopim!

 

Das ações estruturais do governo Lula, podemos destacar o ganho real do salário mínimo, a taxação dos super-ricos, a retirada do Brasil do mapa da fome, a defesa da soberania (contra o tarifaço de Trump), além dos programas sociais que somam $60 bi (BPC: 30bi, Bolsa família:14bi, Universidades federais: 5,5 bi, Vale-gás $3,7bi, Farmácia popular 3,4 bi, Lei Rouanet: 2,5 bi, Samu 1,7bi).

 

Apesar dos limites impostos, como teto de gastos, superavit primário, pressão do Centrão, Banco Central independente, taxa Selic na casa dos 15% e turbulência dos acontecimentos mundiais, o Brasil se manteve firme, aumentando os empregos formais e fazendo uma agenda social inclusiva, dando   a sensação de que a economia não está estagnada, o país se desenvolve. Há futuro!

 

A caminhada já começou, que tenhamos, camaradas, ao final do ano, motivos para comemorar e renovar nossas esperanças de um país justo e igualitário! 

 

Alda Valéria – Funcionária do Bradesco, diretora Departamento Formação Sindical