Clientes e bancários penam no Banco do Brasil 

Redução do quadro de pessoal, sobrecarga de trabalho, atendimento precário e espera, muita espera. Essas são algumas das consequências do desmonte do Banco do Brasil. Os problemas se repetem na grande maioria das agências. É o caso do BB Cidade Alta, em Salvador.

Todo início de mês, é a mesma coisa. Unidade superlotada, clientes insatisfeitos e funcionários trabalhando no limite para dar conta da demanda. Nesta quinta-feira (04/10), mais precisamente às 10h, horário de abertura da agência, dos oito guichês, apenas um tinha bancário. 

Como não podia deixar de ser, o cidadão teve de ter muita paciência. Um correntista conta que foi o primeiro a chegar, mas só saiu da unidade às 10h45. Os números mostram porque tantos transtornos. Nos últimos dois anos, o BB perdeu mais de 16 mil funcionários, redução de 10,6%.

Agências também foram fechadas no período, mais de 400 em todo o país. A Bahia perdeu 40 unidades e outras 10 foram transformadas em postos de atendimento. Enquanto isso, a demanda cresce, tornando o serviço que já é deficitário, pior. O caos, realmente.

Dinheiro não é o problema e o lucro do primeiro semestre confirma. O balanço do BB cresceu 21,4% no período, chegando a R$ 6,3 bilhões. Portanto, a única justificativa para o desmonte disfarçado de reestruturação é a venda.