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[Dia de Luta em defesa da Caixa e dos empregados]

Dia de Luta em defesa da Caixa e dos empregados

Postado dia: 27/04/2021 - 10:02

Em todo país, esta terça-feira (27/04) é um dia de protestos para defender a Caixa – empresa fundamental para o desenvolvimento. Em Salvador, as manifestações começaram cedo, às 6h30, na agência das Mercês. Diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia alertaram a população sobre os ataques sofridos pelo único banco 100% público do Brasil. 


A redução dos postos de trabalho é um dos problemas que atinge a todos. A Caixa perdeu quase 20 mil empregados nos últimos sete anos. Corte que prejudica toda a sociedade, sobretudo quem precisa dos serviços nas agências bancárias. Sem bancário suficiente para atender a demanda, os clientes penam nas filas. Uma das reivindicações é justamente a contratação dos aprovados no concurso público de 2014. Com a ampliação do quadro de pessoal, as condições de trabalho e de atendimento seriam melhores.


A venda de subsidiárias rentáveis é outra ameaça. A abertura de capital da Caixa Seguridade, por exemplo, que no ano passado obteve lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, está marcada para esta quinta-feira (29/04). Se sair do papel, será um prejuízo para toda a nação.


E o governo Bolsonaro não vai parar por aí. O alerta é dado pelo presidente do Sindicato, Augusto Vasconcelos. “O governo quer vender as Loterias, Cartões e Previdência e ainda ameaça retirar o FGTS da gestão da Caixa”.
 

Outros problemas  
A lista de problemas na Caixa é grande. No Dia de Luta, os empregados reivindicam também o pagamento correto da PLR Social. O banco distribuiu 3% do lucro aos empregados, quando o acordo coletivo estabelece 4%. 


Além disso, os trabalhadores querem vacina já e a definição de regras para o teletrabalho. Cerca de 40% dos empregados trabalham de casa sem qualquer tipo de normatização. Estão com jornada excessiva e fazem horas extras sem receber. Para discutir toda pauta, no dia 5 de maio haverá negociação. Depois da reunião, o Comando Nacional dos Bancários e a CEE (Comissão Executiva dos Empregados) se reúnem para definir os próximos passos da mobilização.