Presença de mulheres na ciência
Segundo a ministra, a desigualdade salarial média no país é de cerca de 27%, mas nas áreas científicas, especialmente nas engenharias e nas ciências exatas pode chegar a 36,7%.
Por Caio Ribeiro
O governo federal lançou uma nova política para ampliar a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil. As iniciativas foram apresentadas pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que destacou a necessidade de enfrentar desigualdades de gênero ainda presentes no setor. Apesar de serem maioria nas universidades e na pós-graduação, mulheres continuam recebendo salários menores e enfrentando mais barreiras para avançar em áreas estratégicas da ciência.
Segundo a ministra, a desigualdade salarial média no país é de cerca de 27%, mas nas áreas científicas, especialmente nas engenharias e nas ciências exatas pode chegar a 36,7%. Para enfrentar esse cenário, a nova política reúne programas educacionais, bolsas acadêmicas, incentivos à inovação e ações de visibilidade voltadas a fortalecer a presença feminina na pesquisa e na tecnologia.
Entre as iniciativas destacadas está o programa Futuras Cientistas, que leva estudantes do ensino médio para atividades em laboratórios e estimula o interesse das meninas pelas carreiras científicas. Outra ação é o edital Atlânticas Beatriz Nascimento, que oferece bolsas de mestrado-sanduíche no exterior para mulheres negras, indígenas e quilombolas.
A política também inclui mudanças nas regras de avaliação do CNPq, que passaram a considerar o impacto da maternidade na trajetória acadêmica das pesquisadoras. Para o governo, ampliar a presença e a visibilidade das cientistas brasileiras é fundamental para inspirar novas gerações e fortalecer o sistema nacional de ciência e tecnologia, que recebeu cerca de R$ 49 bilhões em investimentos federais entre 2023 e 2025.
