Santander nega mudança no plano de saúde dos funcionários
E as denúncias não são novas. Desde 2023, os sindicatos cobram providências do Santander por meio de reuniões, mobilizações e levantamento de dados junto aos empregados.
Por Rose Lima
A mudança unilateral do plano de saúde dos funcionários do Santander para a Unimed, em 2023, gera uma rotina de transtornos, insegurança e indignação na Bahia. O que deveria garantir assistência e proteção, para muitos usuários, é mais uma fonte de desgaste.
A negligência do banco voltou a ficar evidente na reunião realizada nesta terça-feira (28/04), entre a direção da empresa e diretores da base da Federação da Bahia e Sergipe. Em vez de respostas concretas para um problema crônico, o banco apresentou dados superficiais fornecidos pela própria operadora, desconectados da realidade enfrentada diariamente pelos usuários.
A apresentação foi reprovada pelos sindicatos, que contestaram os números e criticaram a tentativa de minimizar a situação caótica. Para as entidades, o material ignorou a realidade vivida pelos funcionários e não trouxe solução efetiva para os problemas denunciados desde a mudança do convênio.
As queixas se acumulam. Dificuldade para encontrar médicos e especialistas credenciados, redução da rede hospitalar, demora para consultas e exames, negativas de procedimentos e cobranças elevadas de coparticipação. Em muitos casos, tratamentos foram interrompidos após descredenciamentos, agravando a situação de quem depende do plano para cuidados contínuos.
E as denúncias não são novas. Desde 2023, os sindicatos cobram providências do Santander por meio de reuniões, mobilizações e levantamento de dados junto aos empregados. Entre as propostas defendidas está a migração para outra assistência médica, com cobertura mais ampla e maior rede de atendimento.
Outro ponto que amplia a revolta é a falta de escuta dos usuários. Mesmo diante do volume de reclamações, o Santander não realizou pesquisa própria de satisfação para medir os impactos da mudança. Para completar, a precarização ocorre em paralelo a política de cortes promovida pela empresa, com fechamento de agências, terceirizações e demissões. Os sindicatos vão continuar cobrando soluções e respeito aos empregados


