Com maior fiscalização, recorde de denúncias de trabalho
Com fiscalização robusta, combate estruturado e maior orçamento, um problema estrutural e histórico, o trabalho análogo à escravidão, tem caído, ainda que precise mais, claro. O Brasil encerrou 2025 com 4.515 denúncias, o maior volume desde o início da série histórica, alta de cerca de 14% em relação a 2024, quando foram 3.959 casos.
Por Ana Beatriz Leal
Com fiscalização robusta, combate estruturado e maior orçamento, um problema estrutural e histórico, o trabalho análogo à escravidão, tem caído, ainda que precise mais, claro. O Brasil encerrou 2025 com 4.515 denúncias, o maior volume desde o início da série histórica, alta de cerca de 14% em relação a 2024, quando foram 3.959 casos.
O último dado divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 2025, revela que 2.186 trabalhadores foram resgatados no Brasil em 2024. Os números do ano passado ainda não foram divulgados. Desde 1995, mais de 65.000 pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão no país.
Os números provam que o compromisso da democracia social com a dignidade humana dá resultados. Cenário que contrasta com a política do governo anterior, quando a verba destinada às fiscalizações trabalhistas e ao combate ao trabalho escravo foi drasticamente reduzida.
Nos primeiros anos da gestão Bolsonaro, os recursos passaram de uma média anual de cerca de R$ 55,6 milhões para R$ 29,3 milhões, queda de 47% em comparação com anos anteriores. Em 2021, o orçamento chegou a apenas R$ 24,1 milhões, o menor patamar desde 2013.
A redução orçamentária coincidiu com anos de menor visibilidade das operações federais e com a diminuição das equipes e ações de inspeção. Política que, na prática, favoreceu empregadores que exploram trabalho em condições degradantes, enquanto deixou as vítimas sem mecanismos eficazes de proteção.
