Brasil registra recorde de feminicídios em 2025

O Brasil encerrou o ano passado com um dado alarmante: o país bateu recorde de feminicídios e manteve uma média de pelo menos quatros mulheres assassinadas por dia em crimes motivados por ódio de gênero.

Por Caio Ribeiro

O Brasil encerrou o ano passado com um dado alarmante: o país bateu recorde de feminicídios e manteve uma média de pelo menos quatros mulheres assassinadas por dia em crimes motivados por ódio de gênero. Os números escancaram uma realidade brutal e mostram que, apesar de avanços legais, a violência contra as mulheres segue fora de controle e sem respostas eficazes do Estado.
 

O crime, que é a forma mais extrema de violência de gênero, continua atingindo mulheres de diferentes idades, classes sociais e regiões do país. Na maioria dos casos, os crimes ocorrem dentro de casa e são cometidos por companheiros ou ex-companheiros, o que reforça o caráter estrutural do problema e a falha das redes de proteção em agir antes que a violência chegue ao desfecho fatal.
 

Além das vidas interrompidas, o impacto social é devastador. Milhares de crianças ficam órfãs todos os anos em decorrência desses crimes, carregando traumas profundos e ampliando o ciclo de vulnerabilidade social.
 

Especialistas e entidades de defesa dos direitos humanos apontam que o aumento dos casos está ligado a fragilidade das políticas públicas de prevenção.
Para o movimento sindical e popular, o enfrentamento ao feminicídio passa também pela transformação das relações sociais e de trabalho. O machismo, a desigualdade e a naturalização da violência precisam ser combatidos diariamente, inclusive nos ambientes laborais, com informação, acolhimento e políticas de proteção às trabalhadoras.