O desafio de dar uma pausa e descansar
Pesquisa da consultoria Expedia revela que 62% dos trabalhadores sentem que descansam menos do que deveriam.
Por Ana Beatriz Leal
Quem é trabalhador de carteira assinada anseia o período de férias, principalmente aqueles explorados e sobrecarregados. Sem dúvida, é um descanso necessário, mas a realidade mostra um cenário preocupante. Pesquisa da consultoria Expedia revela que 62% dos trabalhadores sentem que descansam menos do que deveriam.
A dificuldade de se desconectar reflete uma cultura da sociedade de trabalho contínuo. Mas, tem consequência. Dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) indicam que os afastamentos por síndrome de burnout cresceram quase 1.000% em 10 anos, o que evidencia os riscos da falta de descanso prolongado. É um efeito em cadeia. Abalos na saúde mental, física e no desempenho profissional.
Obviamente, as férias são importantes. Mas, é necessário também criar um ambiente psicologicamente seguro para que o trabalhador realmente se desconecte. As lideranças têm papel importante nisto. Além de planejar a divisão de tarefas antes das ausências ou respeitar o período de folga sem contatos desnecessários, medidas simples, como respostas automáticas e o silenciamento de grupos de trabalho, ajudam a preservar o descanso.
