Bradesco: cresce exclusão bancária
Nos últimos cinco anos, o banco demitiu mais de 25 mil bancários em todo o país e encerrou as atividades de mais de 2 mil agências
Por Rose Lima
A política adotada pelos grandes bancos em atividade no Brasil segue um caminho cada vez mais distante da população e dos trabalhadores do setor. Sob o falso discurso de “modernização” e “eficiência operacional”, empresas fecham agências, substituem o atendimento presencial por estruturas digitais e a demitem em massa
O Bradesco é apenas um exemplo. Nos últimos cinco anos, o banco demitiu mais de 25 mil bancários em todo o país e encerrou as atividades de mais de 2 mil agências, muitas localizadas no interior, onde o banco exercia papel fundamental no atendimento da população mais vulnerável.
As unidades fechadas, em muitos casos, são substituídas por “pontos de atendimento”, que não oferecem a mesma estrutura, nem garantem suporte adequado aos clientes, sobretudo idosos, pequenos produtores, aposentados e moradores de regiões com infraestrutura limitada.
Enquanto isso, os trabalhadores que permanecem no banco enfrentam sobrecarga, metas abusivas, adoecimento físico e mental e constante insegurança quanto ao emprego. Para o Bradesco, no entanto, tudo vai muito bem. Nos nove primeiros meses de 2025, lucro líquido chegou a R$ 18,1 bilhões.
