Brasil melhora, fome ainda preocupa

O avanço é relevante e demonstra que decisões políticas têm impacto direto na vida da população mais vulnerável. Programas sociais reestruturados, ampliação do Bolsa Família e ações voltadas à segurança alimentar contribuíram para reverter um cenário crítico vivido nos últimos anos, quando o Brasil havia retornado ao Mapa da Fome.

Por Caio Ribeiro

Fora do Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas) desde julho de 2025, o Brasil agora é citado como referência para a América Latina, segundo avaliação da FAO (Alimentação e Agricultura. O reconhecimento indica que o país reduziu a proporção da população em situação de subnutrição grave, resultado associado à retomada de políticas públicas de combate à fome, transferência de renda e fortalecimento da agricultura familiar.

 

O avanço é relevante e demonstra que decisões políticas têm impacto direto na vida da população mais vulnerável. Programas sociais reestruturados, ampliação do Bolsa Família e ações voltadas à segurança alimentar contribuíram para reverter um cenário crítico vivido nos últimos anos, quando o Brasil havia retornado ao Mapa da Fome.

 

No entanto, o dado positivo não pode ser confundido com a superação definitiva do problema. Sair do Mapa da Fome significa atender a um critério técnico internacional, mas não elimina a realidade de milhões de brasileiros que ainda convivem com algum grau de insegurança alimentar, especialmente nas periferias urbanas e nas regiões mais pobres do país.

 

O reconhecimento da ONU deve ser visto como um ponto de partida, não de chegada. Manter e aprofundar políticas públicas, garantir emprego, renda e direitos sociais segue sendo fundamental para que a fome deixe de ser apenas um indicador estatístico e passe, de fato, a ser um problema superado no cotidiano da população trabalhadora.