Selic elevada, juros altos, dívidas e crédito caro

O Banco Central adota uma política monetária predatória e restritiva que, enquanto atende aos interesses dos rentistas e do sistema financeiro, eleva os juros a patamares escandalosos, desacelera e encarece o crédito e contribui para o aumento da inadimplência entre famílias e empresas. 

Por Ana Beatriz Leal

O Banco Central adota uma política monetária predatória e restritiva que, enquanto atende aos interesses dos rentistas e do sistema financeiro, eleva os juros a patamares escandalosos, desacelera e encarece o crédito e contribui para o aumento da inadimplência entre famílias e empresas. 
 

De acordo com o BC, a taxa média de juros bancários subiu 6,5 pontos percentuais ano passado. Ao longo do ano passado, a Selic acumulou alta de 2,25 pontos percentuais e chegou ao nível mais elevado em quase duas décadas. Hoje está em 15% ao ano.
 

Os bancos repassaram o encarecimento do custo básico do dinheiro. O efeito é em cadeia. No caso do crédito às empresas, os juros médios aumentaram 21,7% ao ano. Para as pessoas físicas, a taxa média saiu de 53,1% ao ano no fim de 2024 para 60,1% ao término de 2025.


Quando se trata das modalidades, a taxa do cheque especial avançou de 134,8% para 138,6%. Já o cartão de crédito rotativo caiu de 451,6% para 438% ao ano.
 

Ainda segundo o Banco Central, o estoque total de crédito bancário teve um crescimento menor no ano passado, 10,2% contra 11,5% em 2024. 
 

Com o crédito caro, não tem quem consiga honrar os compromissos financeiros. A inadimplência subiu de 3% para 4,1%. Entre as pessoas físicas, a taxa passou de 3,5% para 5%. No segmento empresarial, de 2% para 2,5%.