Bancos fecham 339 agências na Bahia em 9 anos

Entre 2016 e 2025, o número de agências no Estado caiu de 1.095 para 756, o que significa o encerramento de 339 unidades em menos de uma década.

Por Julia Portela

O fechamento de agências bancárias na Bahia não é um fato isolado nem resultado da tecnologia, mas parte do projeto ultraliberal de desmonte do atendimento e de precarização do trabalho para maximizar os lucros. Dados compilados do setor socioeconômico do Sindicato dos Bancários da Bahia deixam claro.

 

 

Entre 2016 e 2025, o número de agências no Estado caiu de 1.095 para 756, o que significa o encerramento de 339 unidades em menos de uma década. A estratégia atende exclusivamente aos interesses do capital financeiro.

 

 

Os bancos privados assumiram a linha de frente desse processo. O Bradesco liderou o fechamento, fechando 152 agências no período, enquanto o Itaú eliminou mais da metade da rede na Bahia. O Santander, que já operava com a menor estrutura entre os grandes bancos, reduziu as agências de 46 para 32, queda de 30,4%.

 

 

Os bancos públicos, pressionados pela agenda ultraliberal imposta nos governos Temer e Bolsonaro, também reproduziram a lógica do mercado. O BB fechou 95 agências na Bahia, a Caixa, 11, e o BNB, seis. Quando uma agência fecha, não é só uma porta que se tranca: é um território inteiro que é abandonado.

 

 

Idosos, trabalhadores e moradores do interior ficam sem acesso, enquanto bancários são sobrecarregados ou descartados. Os bancos se retiram das comunidades, mas seguem sugando riqueza delas. Esse modelo concentra renda, aprofunda desigualdades e revela a face mais cruel do ultraliberalismo: lucro altos à custa do abandono social.