Governo em campo contra as bets
Além de destruir mentes e lares, o vício em jogos é também uma questão de saúde pública. O governo está atento e envida esforços para conter os dados causados pelas famosas bets. Acabou de lançar um programa para que oferece teleatendimento para as vítimas do problema.
Por Ana Beatriz Leal
Além de destruir mentes e lares, o vício em jogos é também uma questão de saúde pública. O governo está atento e envida esforços para conter os dados causados pelas famosas bets. Acabou de lançar um programa para que oferece teleatendimento para as vítimas do problema.
A expectativa do Ministério da Saúde é atender 600 pacientes por mês, através do aplicativo Meu SUS Digital. O usuário vai realizar um autoteste com perguntas para ajudar a identificar sinais de risco.
No caso de a classificação ser moderada ou elevada, o encaminhamento é automático. Se o risco for menor, o aplicativo orienta a busca pelo CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) ou UBS (Unidades Básicas de Saúde).
A ação acontece no momento em que o SUS, o sistema de saúde referência mundialmente, mas tão atacado, descredibilizado e desmontado pela extrema direita nos últimos anos, tem recebido alta demanda por conta dos problemas com jogos. Em 2025 foram realizados 6.157 atendimentos presenciais, quase o dobro do número verificado no ano anterior (3.490).
As bets que, apesar de provocarem dependência, isolamento social, problemas emocionais e financeiros, têm propagandas estampadas em todos os locais. TV, rádios, jogos e estádios de futebol, camisas de time. É impossível não ver.
Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, com dados de 2023, mostra o estrago. Cerca de 10,8 milhões de pessoas a partir de 14 anos jogam de forma arriscada ou problemática. Já o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde mostra que enquanto o governo arrecada R$ 7 bilhões em impostos com as bets, gasta mais de R$ 38,8 bilhões com os problemas gerados.
