O Brasil parou 

Todas as manifestações convocaram a participação dos homens no protesto. A exaustão, tanto física quanto mental, é percebida nos discursos, nos apelos que dizem “parem de nos matar”. O principal sentimento é o medo, pois, os dados que dizem “quatro mulheres mortas por dia” confirmam que qualquer uma pode ser a próxima. 

Por Itana Oliveira

Neste domingo, 8 de março, o Brasil parou e viu a exaustão em milhares de rostos. No Dia Internacional da Mulher, as ruas foram ocupadas por protestos pelo fim da violência de gênero, especialmente no contexto em que diariamente novos casos fatais são relatados. 


A criminalização de grupos que promovem ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade fizeram parte das reivindicações. A redução da escala de trabalho, atualmente em tramitação no Congresso, esteve entre as pautas, afinal, além da jornada profissional, as mulheres precisam lidar com os cuidados domésticos.


Todas as manifestações convocaram a participação dos homens no protesto. A exaustão, tanto física quanto mental, é percebida nos discursos, nos apelos que dizem “parem de nos matar”. O principal sentimento é o medo, pois, os dados que dizem “quatro mulheres mortas por dia” confirmam que qualquer uma pode ser a próxima.