Centrais em marcha, por direitos e pelo Brasil

O patronato oprime, explora e se ancora em um Congresso Nacional que legisla, de uma forma geral, contra o povo. Por isto, é preciso que o movimento sindical se articule para garantir avanços. Uma das formas é a Agenda da Classe Trabalhadora.

Por Ana Beatriz Leal

A organização dos trabalhadores já foi capaz de mudar o curso da história, garantir dignidade, valorização salarial e proteção. Mas, a luta ainda é desigual. 
 

O patronato oprime, explora e se ancora em um Congresso Nacional que legisla, de uma forma geral, contra o povo. Por isto, é preciso que o movimento sindical se articule para garantir avanços. Uma das formas é a Agenda da Classe Trabalhadora.
 

O documento, que reúne propostas sobre emprego, direitos, soberania e democracia, aprovadas de forma conjunta pelas entidades, será entregue no dia 15 de abril, durante a Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília. A agenda será apresentada aos presidentes da República, Lula, da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). 
 

As pautas emergem do povo, que bem sabe a realidade que vive. Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, fim da escala 6×1, regulamentação do trabalho por aplicativos, o fortalecimento da negociação coletiva no serviço público e o combate à pejotização estão entre as propostas do documento. 
 

A data da marcha foi confirmada durante reunião do Fórum das Centrais Sindicais, realizada na segunda-feira (16/03), em São Paulo. Além disto, o encontro encaminhou a definição de que o 1º de Maio deste ano terá atividades descentralizadas em todo o país, com identidade nacional unificada.