Zezi deixa legado de luta, cultura e resistência
Mulher, mãe, professora, bancária, ativista e militante dos movimentos sociais, Zezi faleceu em 4 de fevereiro e deixou uma marca profunda entre colegas, amigos e toda a categoria. Funcionária do Banco Econômico e professora de História, uniu consciência crítica, sensibilidade social e ação política ao longo da vida, sempre acreditando na cultura como instrumento de resistência e transformação.
Por Ana Beatriz Leal
No mês de março, dedicado à celebração da força e das conquistas das mulheres, a memória de Celma Regina Soares dos Santos, Zezi, ganha ainda mais significado. Homenageada in memoriam no Prêmio Alice Bottas, realizado em 19 de março pelo Sindicato dos Bancários da Bahia, ela teve a trajetória reconhecida como exemplo de compromisso com a luta dos trabalhadores, com o empoderamento da mulher e a construção de um movimento sindical mais humano, sensível e plural.
Mulher, mãe, professora, bancária, ativista e militante dos movimentos sociais, Zezi faleceu em 4 de fevereiro e deixou uma marca profunda entre colegas, amigos e toda a categoria. Funcionária do Banco Econômico e professora de História, uniu consciência crítica, sensibilidade social e ação política ao longo da vida, sempre acreditando na cultura como instrumento de resistência e transformação.
Ao ingressar no Sindicato, em 1987, se tornou pioneira como a primeira diretora do Departamento de Cultura. À frente da área, desenvolveu um trabalho que integrava arte, educação e política.
A trajetória da ex-dirigente sindical dialoga diretamente com o significado do mês das mulheres. Assim como Alice Bottas, Zezi representa a força feminina que constrói, organiza e resiste.
Desde jovem, demonstrava coragem e espírito inquieto. Aos 16 anos, dirigia pelas ruas de Brumado e, pouco tempo depois, já estava engajada na luta contra a ditadura ao se mudar para Salvador.
No movimento sindical, a atuação foi intensa. No Banco Econômico, se destacou na defesa por melhores salários, participando ativamente de assembleias, passeatas, piquetes e greves que marcaram a retomada das lutas da categoria. A ausência de Zezi deixa uma lacuna, mas o legado permanece vivo.
