Encontro retrata a LGBTfobia no dia a dia
É diante dessa realidade que o 3º Encontro da Diversidade Bancária LGBTQIAPN+ da Bahia e Sergipe reuniu, sábado (25/04), em Salvador, reflexões sobre LGBTfobia, representatividade, discriminação e os desafios enfrentados também por quem está no sistema financeiro.
Por Rose Lima
A LGBTfobia não se manifesta apenas em agressões explícitas. Está também nos constrangimentos diários, na exclusão, no preconceito imposto a uma população que enfrenta obstáculos para existir. Os dados mostram. Ao menos 257 pessoas LGBT+ morreram de forma violenta no Brasil em 2025, segundo o GGB (Grupo Gay da Bahia).
É diante dessa realidade que o 3º Encontro da Diversidade Bancária LGBTQIAPN+ da Bahia e Sergipe reuniu, sábado (25/04), em Salvador, reflexões sobre LGBTfobia, representatividade, discriminação e os desafios enfrentados também por quem está no sistema financeiro.
Durante a roda de conversa, parte do Encontro Vozes que Transformam, o ativista e criador do site Dois Terços, Genilson Coutinho, destacou que a violência contra a população LGBTQIAPN+ muitas vezes aparece em formas cotidianas, naturalizadas e, por isso, difíceis de enfrentar.
A discussão também trouxe a importância da representatividade. Tiffany Odara compartilhou a trajetória de enfrentamento para garantir direitos básicos. Ao abordar a violência simbólica, o advogado Diimitri Sales lembrou que discriminações operam para impedir que as minorias ocupem espaços de poder, inclusive no sistema financeiro.
O encontro reuniu quase 150 participantes. A presidente da Federação, Andreia Sabino destacou o sucesso do evento. Mesmo posicionamento do diretor Chico André. “Foi um espaço de acolhimento, afeto e carinho”, concluiu.


