Elites atacam a PEC do fim da 6x1

Entidades patronais que tiveram papel ativo no apoio ao golpe de 2016, se posicionam contra a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho.

Por Caio Ribeiro

A luta pelo fim da escala 6x1 enfrenta nova ofensiva das elites e de parlamentares bolsonaristas. Entidades patronais que tiveram papel ativo no apoio ao golpe de 2016, como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e a CNT (Confederação Nacional do Transporte) se posicionam contra a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho.

 

Em carta enviada ao Senado, defendem uma PEC alternativa que mantém a lógica da flexibilização trabalhista e privilegia negociações individuais entre patrões e empregados. A iniciativa é mais uma tentativa de esvaziar uma das principais pautas dos trabalhadores.

 

De novo, sob o falso argumento de modernizar as relações de trabalho, a proposta preserva a escala 6x1 e abre caminho para a precarização, enfraquecendo a proteção garantida pela legislação trabalhista e pelos acordos coletivos.

 

Enquanto isso, a tramitação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 segue sem definição no Senado. Alinhado com Flávio Bolsonaro, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, adiou a análise da matéria e ainda não indicou quando o texto será discutido, ampliando a pressão de trabalhadores e entidades que cobram celeridade na votação da proposta considerada fundamental para melhorar a qualidade de vida da população.