Selic em queda tímida

Na prática, ao manter os juros em patamar absurdo, o BC continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente milhões de brasileiros, que seguem pagando a conta da lógica do rentismo.

Por Julia Portela

Mais uma vez, o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decepciona ao reduzir em apenas 0,25% a Selic. Com a decisão, a taxa básica de juros saiu dos 14,5% para 14,25% ao ano. Novamente um corte muito baixo, sem feito prático para a economia e a vida dos brasileiros.

 

Na prática, ao manter os juros em patamar absurdo, o BC continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente milhões de brasileiros, que seguem pagando a conta da lógica do rentismo.

 

A política monetária do Banco Central ignora os sinais positivos da economia nacional e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo, e mantém o Brasil refém da especulação financeira.

 

Vale lembrar que taxas de juros tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da Selic. O Brasil não aguenta mais.