Fome recua entre mulheres, negros e crianças

Mulheres chefes de família, crianças e a população negra registraram quedas significativas nos índices de insegurança alimentar grave, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e raciais.

Por Caio Ribeiro

Os avanços das políticas de combate à pobreza e à insegurança alimentar têm produzido resultados expressivos no Brasil. Dados divulgados pelo governo federal mostram que a fome caiu mais de 70% entre mulheres, pessoas negras e crianças, grupos historicamente mais afetados pela privação de alimentos. A redução é atribuída à ampliação de programas de transferência de renda, à valorização do salário mínimo e ao fortalecimento das ações de proteção social.


O levantamento evidencia que a recuperação das condições de vida da população tem alcançado justamente os segmentos mais vulneráveis. Mulheres chefes de família, crianças e a população negra registraram quedas significativas nos índices de insegurança alimentar grave, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e raciais. 


O resultado fortalece a estratégia nacional de enfrentamento à fome e à pobreza, que tem como meta retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2030. Apesar dos avanços, especialistas alertam que a consolidação desta trajetória depende da continuidade dos investimentos em inclusão social, geração de emprego e garantia do direito à alimentação adequada para toda a população.