Primeira negociação com a Fenaban é no dia 2
O primeiro encontro entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban é no dia 2. Depois têm encontros previstos para 7, 16, 21 e 30 de julho. Em agosto, os encontros estão marcados para 4, 13, 18 e 25.
Por Rose Lima
Agora é para valer. Vai começar o processo de negociação da campanha salarial e o primeiro encontro entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) já é no dia 2. Depois têm rodadas previstas para 7, 16, 21 e 30 de julho. Em agosto, o calendário prevê debates para 4, 13, 18 e 25.
A confirmação aconteceu nesta quarta-feira (24/06), com a entrega da pauta de reivindicações da categoria aos representantes das empresas. Representando a CTB e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, participou o presidente do Sindicato de Sergipe, Adilson Azevedo, e o diretor do Sindicato da Bahia, Fábio Ledo.
A presença dos dirigentes reforça a participação do Nordeste nas discussões que orientam as negociações. Adilson Azevedo destacou a importância do momento e o cenário desafiador. Ele ressaltou que a campanha se inicia em um contexto preocupante, marcado por lucros bilionários do sistema financeiro, ao mesmo tempo em que há fechamento de agências, redução de postos de trabalho.
A categoria espera que os bancos, responsáveis pelos maiores lucros da economia nacional, demonstrem compromisso com a valorização dos empregados e com a construção de um acordo capaz de responder aos desafios atuais do mundo do trabalho. Entre os principais pontos da minuta está o reajuste salarial com 5% de aumento real, com aplicação também nas demais verbas econômicas.
A pauta inclui ainda medidas de proteção ao emprego, diante dos constantes processos de reestruturação, manutenção das agências físicas, em resposta à redução do atendimento presencial e ao encerramento de unidades em diversas regiões do país. A reivindicação está associada à preservação dos empregos e à garantia do acesso da população aos serviços bancários.
Outro eixo importante é a promoção da igualdade de oportunidades, com o fortalecimento de políticas de combate à discriminação e de incentivo à diversidade nos bancos, além de medidas voltadas à valorização profissional, melhoria da remuneração, ampliação dos benefícios e aperfeiçoamento das condições de trabalho.
A minuta entregue à Fenaban é resultado de um amplo processo de construção coletiva. As propostas foram debatidas em encontros regionais e estaduais, além de terem como base a Consulta Nacional dos Bancários, que neste ano contou com a participação de quase 55 mil bancários de todo o país.


