Igualdade salarial ainda é um desafio

Os homens ganharam, em média, R$ 4,2 mil por mês em 2024, enquanto as mulheres tiveram remuneração média de R$ 3,9 mil. As trabalhadoras receberam apenas 85,8% do rendimento dos colegas do sexo masculino.

Por Ana Beatriz Leal

A igualdade salarial entre homens e mulheres ainda está longe de ser uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, apesar do avanço promovido pela legislação aprovada pelo governo Lula. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que as trabalhadoras continuam recebendo salários inferiores. 
 

Os homens ganharam, em média, R$ 4,2 mil por mês em 2024, enquanto as mulheres tiveram remuneração média de R$ 3,9 mil. As trabalhadoras receberam apenas 85,8% do rendimento dos colegas do sexo masculino.
 

O estudo revela ainda que as entidades sem fins lucrativos apresentam um cenário mais equilibrado. Neste segmento, as mulheres recebem, em média, 95,3% da remuneração dos homens, percentual superior ao observado nas empresas privadas e na administração pública. O dado demonstra que reduzir a desigualdade é possível quando há compromisso institucional com políticas de valorização e equidade.
 

A diferença salarial persiste mesmo diante dos avanços promovidos pela Lei da Igualdade Salarial, sancionada em 2023 pelo presidente Lula. A legislação estabelece mecanismos para garantir salários iguais para homens e mulheres que exerçam a mesma função, além de exigir transparência remuneratória e prever punições para casos de discriminação.
 

Embora a lei represente um importante marco na luta por direitos, os números do IBGE mostram que a efetivação ainda depende de uma mudança concreta nas práticas empresariais. É fundamental que as empresas cumpram a norma, adotem políticas de transparência e combatam as desigualdades estruturais que continuam penalizando as mulheres. A construção de ambientes de trabalho mais justos passa pelo reconhecimento de que trabalho igual deve significar salário igual.