Bancários percorrem agências de Salvador em dia Nacional de Luta

Durante a mobilização, os dirigentes reforçaram a defesa dos empregos, a manutenção das agências físicas e a ampliação das contratações, diante do avanço do fechamento de unidades e da migração dos serviços para os canais digitais.

Por Caio Ribeiro

Nesta segunda-feira (06/07), bancários realizaram uma mobilização em Salvador durante o Dia Nacional de Luta, passando por agências lotadas na Avenida Sete de Setembro para dialogar com trabalhadores e clientes sobre a campanha nacional da categoria. A ação percorreu unidades do Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco, e contou com a participação de diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia.

 

Durante a mobilização, os dirigentes reforçaram a defesa dos empregos, a manutenção das agências físicas e a ampliação das contratações, diante do avanço do fechamento de unidades e da migração dos serviços para os canais digitais. A categoria também destacou a importância de preservar os bancos públicos e seu papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do país.

 

Entre as principais reivindicações apresentadas está a contratação de mais bancários para reduzir a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento à população. Os representantes sindicais alertaram que a diminuição do quadro de funcionários e o encerramento de agências têm provocado impactos tanto para os trabalhadores quanto para os clientes, especialmente aqueles que ainda dependem do atendimento presencial.

 

Outro ponto destacado foi a preocupação com o avanço da digitalização dos serviços bancários. Segundo os dirigentes, embora os canais digitais sejam importantes, eles não podem substituir completamente o atendimento presencial, já que parte da população não possui acesso adequado à internet, equipamentos compatíveis ou familiaridade com as ferramentas digitais. Além disso, a categoria ressaltou que o aumento das operações digitais também expõe clientes a um maior risco de golpes.

 

Durante os discursos, os representantes sindicais enfatizaram que a defesa dos empregos passa também pela valorização dos bancos públicos, considerados fundamentais para a execução de políticas sociais, administração de programas governamentais, financiamento habitacional e desenvolvimento regional.

 

Os dirigentes também chamaram a atenção para o processo de reestruturação promovido pelas instituições financeiras, que, segundo eles, tem priorizado a redução de custos por meio do fechamento de agências e da diminuição do quadro de pessoal. Para a categoria, esse modelo compromete a qualidade do atendimento, aumenta a pressão sobre os trabalhadores e reduz o acesso da população aos serviços bancários.

 

A mobilização integra a Campanha Nacional dos Bancários, que já teve rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).