Bets: um problema além das dívidas

O problema, no entanto, não se limita ao dinheiro movimentado. Pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo mostra que 34% dos brasileiros apostaram durante a Copa do Mundo, o equivalente a um em cada três brasileiros.

Por Rose Lima

No Brasil, a paixão pelo futebol é acompanhada por um fenômeno preocupante. O crescimento acelerado das apostas esportivas. Para se ter ideia, desde o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, os brasileiros gastaram mais de R$ 648 milhões em jogos online.

 

Os dados são do indicador Placar das Bets, desenvolvido pela empresa Klavi. A atualização é diária e usa como base as transações bancárias autorizadas de cerca de 1,2 milhão de pessoas, o equivalente a 10% da base de usuários do Open Finance. Foram mapeadas no total 104 casas de apostas.

 

O problema, no entanto, não se limita ao dinheiro movimentado. Pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo mostra que 34% dos brasileiros apostaram durante a Copa do Mundo, o equivalente a um em cada três brasileiros. Dois meses atrás o percentual era de um em cada nove.

 

Por trás das estatísticas, famílias que perdem as economias, pessoas que terminam dependentes do jogo e trabalhadores com parte da renda comprometida na expectativa de recuperar perdas. Milhares acabam desenvolvendo quadros de ansiedade, depressão e isolamento social, além de aumentar conflitos familiares e levar à ruptura de relacionamentos. Em casos extremos, o vício também está associado ao suicídio.