Usura do Bradesco ameaça Cajazeiras
Mais um ato em defesa da manutenção da agência Bradesco de Cajazeiras, bairro mais populoso de Salvador. A unidade está prevista para fechar no dia 27 de julho, deixando 11 mil clientes sem atendimento bancário.
Por Rose Lima
O Sindicato dos Bancários da Bahia realiza, na quinta-feira, mais um ato em defesa da manutenção da agência Bradesco de Cajazeiras, bairro mais populoso de Salvador. A unidade está prevista para fechar no dia 27 de julho, deixando 11 mil clientes sem atendimento bancário. Para resolver qualquer demanda, a população terá de recorrer à agência Porto Seco Pirajá.
A decisão foi comunicada por meio de um simples aviso afixado na própria unidade, sem diálogo com a comunidade. Antes mesmo do fechamento definitivo, no dia 24 de julho a unidade já terá o expediente reduzido, funcionando para atendimento ao público apenas até as 12h.
Para o diretor do Sindicato, Ronaldo Ornelas, o fechamento faz parte da política de desmonte da rede física. O Bradesco segue a lógica dos demais bancos em atividade no país, que, para reduzir custos e ampliar os lucros, substitui o atendimento presencial pelos canais digitais.
Os números comprovam. Ano passado, o Bradesco lucrou R$ 24,6 bilhões. O resultado escancara que o fechamento de agências não decorre de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia para ampliar a rentabilidade à custa da precarização do atendimento e da exclusão de milhares de clientes do serviço presencial bancário.


