Reincidência marca violência doméstica

O medo, a dependência financeira e a ausência de rede de apoio mantêm muitas mulheres em situação de risco.

Por Caio Ribeiro

A violência doméstica é uma realidade recorrente para duas em cada três mulheres atendidas pela rede de proteção no Brasil. Em 67% dos casos, as agressões não foram episódios isolados, mas se repetiram ao longo do tempo. O dado evidencia a dificuldade de romper o ciclo da violência e a necessidade de fortalecer as políticas públicas de acolhimento e proteção.

 

O medo, a dependência financeira e a ausência de rede de apoio mantêm muitas mulheres em situação de risco. Especialistas alertam que a violência tende a se agravar quando não há intervenção rápida, podendo culminar em casos de feminicídio.

 

Desde o início do governo Lula, o Ministério das Mulheres ampliou ações de enfrentamento à violência de gênero, com o fortalecimento do Ligue 180, a retomada da Casa da Mulher Brasileira e a expansão de políticas voltadas ao acolhimento e à proteção das vítimas. Em 2025, a central registrou mais de 1 milhão de atendimentos e crescimento nas denúncias.

 

Os números reforçam que o combate à violência doméstica exige atuação permanente do Estado e da sociedade. Além da punição aos agressores, é fundamental investimento contínuo em prevenção, autonomia econômica das mulheres e ampliação da rede de atendimento para interromper o ciclo de agressões e salvar vidas.