Gravidez precoce limita futuro das meninas
Ainda de acordo com a pesquisa, 8 em cada 10 mulheres que engravidaram na adolescência, afirmam ter perdido oportunidades de emprego em razão da maternidade. Além disso, 61% das entrevistadas interromperam os estudos após a gravidez, percentual significativamente superior ao registrado entre mulheres que não tiveram filhos nessa fase da vida, de 33%.
Por Caio Ribeiro
A gravidez na adolescência é um dos principais fatores que limitam as oportunidades de estudo, trabalho e autonomia de meninas no Brasil. É o que revela uma pesquisa divulgada pela organização Plan International Brasil, que aponta impactos duradouros na vida de quem se torna mãe antes dos 18 anos.
Segundo o levantamento, a maternidade precoce compromete a continuidade dos estudos, reduz as chances de inserção no mercado de trabalho e dificulta a conquista da independência financeira, perpetuando ciclos de desigualdade social.
Ainda de acordo com a pesquisa, 8 em cada 10 mulheres que engravidaram na adolescência, afirmam ter perdido oportunidades de emprego em razão da maternidade. Além disso, 61% das entrevistadas interromperam os estudos após a gravidez, percentual significativamente superior ao registrado entre mulheres que não tiveram filhos nessa fase da vida, de 33%.
Tem mais. Muitas jovens passam a depender financeiramente da família ou do parceiro, reduzindo a capacidade de tomar decisões sobre a própria vida e o futuro.
Os impactos da gravidez precoce vão além da maternidade em si e estão ligados à falta de acesso a políticas públicas de proteção, educação sexual, métodos contraceptivos, creches e oportunidades de permanência na escola. Abandonar os estudos durante a adolescência reduz as chances de concluir o ensino médio e superior, além de resultar em menores salários e maior presença em empregos informais na vida adulta.


