Selic: A festa dos rentistas continua
A Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. É a quarta queda consecutiva deste ano. Em janeiro, estava em 15%.
Por Rose Lima
A taxa básica de juros caiu mais uma vez. Nesta quarta-feira (06/08), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. É a quarta queda consecutiva deste ano. Em janeiro, estava em 15%.
Na prática, no entanto, a redução quase não muda a vida de quem depende do salário para fechar as contas no fim do mês. Um corte de apenas 0,25 ponto não faz o preço do pão baixar, nem reduz a conta de luz, o aluguel ou o valor da cesta básica.
Enquanto quem tem dinheiro aplicado segue com altos rendimentos, quem precisa recorrer ao crédito paga caro para financiar um carro, um apartamento, reformar a casa ou simplesmente sair do cheque especial.
Os juros elevados também travam a economia. Empresas investem menos, a indústria produz menos, o consumo perde força e a criação de empregos desacelera. No fim das contas, a conta pesa justamente para quem mais sente os efeitos: a população de menor renda.
Tem mais. As políticas públicas realizadas pelo governo Lula poderiam ser ainda melhores se a política monetária fosse menos restritiva. A manutenção da Selic em patamares elevados freia investimentos, dificulta a expansão da atividade econômica e limita a geração de emprego e renda.


