Para desenrolar os adimplentes
Com a iniciativa, o governo amplia o alcance das políticas públicas e atua para que a inadimplência não fique ainda mais grave.
Por Ana Beatriz Leal
Com o crédito caro, por conta dos altos juros aplicados pelos bancos, muitos brasileiros precisam reorganizar as finanças antes que a dívida controlada se transforme em uma enorme bola de neve. Pensando em trabalhadores informais e autônomos sem vínculo CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que querem substituir o empréstimo atual por uma nova operação, o governo federal lançou o Desenrola Adimplentes.
A medida é voltada para aqueles que têm um histórico recente de pagamentos, mas precisa de condições mais atrativas. Os juros são limitados a 1,99% ao mês. A taxa não pode ser superior à cobrada na dívida original. A prestação deve corresponder a, no máximo, 90% do valor da parcela anterior, com piso de R$ 50,00.
Entram no programa dívidas que estejam em dia ou com atraso de até 90 dias. Mas, é bom atentar porque o programa não prevê perdão nem desconto sobre o débito. Com a iniciativa, o governo amplia o alcance das políticas públicas e atua para que a inadimplência não fique ainda mais grave.
O índice, inclusive, recuou para 29,8% em julho, após três meses do programa Desenrola 2.0, lançado em maio. Já foram 3,6 milhões de operações, com R$ 22 bilhões em dívidas renegociadas.


