Brasil avança no mercado internacional com erros de Trump
Em cinco anos, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 68%, atingindo a marca dos US$ 169,2 bilhões, ano passado, segundo dados do MAPA. No mesmo período, as vendas dos EUA cresceram apenas 14%, chegando a US$ 171,49 bilhões. A diferença, antes significativa, praticamente desapareceu.
Por Juliana Ambrozi
Mesmo sob pressão do tarifaço estadunidense, o Brasil mostra que não precisa se curvar à arrogância de Trump para manter sua força no comércio internacional. O país vem ampliando presença no agronegócio e já se aproxima dos EUA nas exportações do setor, chegando a superá-los em segmentos importantes.
Em cinco anos, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 68%, atingindo a marca dos US$ 169,2 bilhões, ano passado, segundo dados do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária). No mesmo período, as vendas dos EUA cresceram apenas 14%, chegando a US$ 171,49 bilhões. A diferença, antes significativa, praticamente desapareceu.
Parte deste resultado está ligada à própria política comercial de Trump. As tarifas e as disputas com parceiros como China fizeram os Estados Unidos perderam espaço em mercados importantes. A potência chinesa, por exemplo, reduziu fortemente a compra de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou a demanda por produtos brasileiros.
O Brasil aproveitou o espaço deixado pelos norte-americanos e fortaleceu posição como maior fornecedor mundial de soja, carne e algodão. O país também bateu recordes nas exportações do agronegócio em 2025, quando embarcou 85,4 milhões de toneladas de soja para a China, e mantém o ritmo de crescimento em 2026.


