Fenaban faz proposta rebaixada e Comando rejeita
Os bancos, que lucraram R$ 174 bilhões em 2025, propuseram aumento de apenas 2,06% sobre os salários e demais verbas, o que representa uma perda real de 1,99%, além do congelamento nos valores dos auxílios creche, babá, para filhos com deficiência, e teletrabalho.
Por Ana Beatriz Leal
É inacreditável. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou, durante a décima rodada de negociação, nesta terça-feira (25/08), a primeira proposta de reajustes à categoria. Rebaixada e derespeitosa, foi recusada pelo Comando Nacional dos Bancários, na mesa.
Os bancos, que lucraram R$ 174 bilhões em 2025, propuseram aumento de apenas 2,06% sobre os salários e demais verbas, cerca de 50% da inflação estimada (4,13%), o que representa uma perda real de 1,99%, além do congelamento nos valores dos auxílios creche, babá, para filhos com deficiência, e teletrabalho.
O desplante não para por aí. A proposta dos banqueiros também incluía o fim da indenização por morte e do auxílio funeral, além da retirada da multa em caso de descumprimento da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).
É inadmissível este tipo de comportamento da Fenaban, que tenta testar a paciência do Comando e da categoria. O lucro dos bancos por empregado é de R$ 438 mil. Dinheiro em caixa tem. Além disto, outros setores menos lucrativos fizeram mais. No Brasil, de um total de 10.126 reajustes firmados este ano, 87,1% são de ganho real. Somente 3,5% dos reajustes foram abaixo da inflação.
O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Elder Perez, participa da negociação, que está pausada e deve retornar após as 15h.


