Proposta para o Saúde Caixa só nesta sexta-feira

A representação dos empregados reivindica a retirada do teto de 6,5% da folha e o restabelecimento do modelo de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos beneficiários, garantindo a sustentabilidade do plano sem transferir o aumento dos custos para empregados, aposentados e pensionistas.

Por Ana Beatriz LeL

A Caixa deve apresentar nesta sexta-feira (28/08) uma nova proposta para o Saúde Caixa. O compromisso foi assumido durante a rodada de negociação realizada nesta quinta-feira (27/08), com a CEE (Comissão Executiva dos Empregados).


O banco afirmou que avançou nas discussões internas e que pretende retornar à mesa com uma alternativa mais próxima das reivindicações dos empregados.

 

O Saúde Caixa é o principal impasse da negociação. As duas propostas anteriores foram rejeitadas pela CEE por aumentarem a participação financeira dos usuários sem enfrentar o problema da limitação da participação da Caixa no custeio do plano.

 

A representação dos empregados reivindica a retirada do teto de 6,5% da folha e o restabelecimento do modelo de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos beneficiários, garantindo a sustentabilidade do plano sem transferir o aumento dos custos para empregados, aposentados e pensionistas.

 

A CEE também cobrou avanços em outros pontos da pauta, como PLR (Participação nos Lucros e Resultados), plano de carreira, PFG (Plano de Funções Gratificadas), PSIs (Processos Seletivos Internos), Super Caixa e condições de trabalho.

 

Sobre a PLR, os empregados cobraram uma proposta da Caixa e alertaram para que eventuais oscilações no resultado da empresa não recaiam sobre os trabalhadores.

 

A Comissão também voltou a questionar o Super Caixa, defendendo regras mais simples, transparentes e justas, além de exigir que mudanças que afetem a remuneração sejam negociadas com as entidades representativas.

 

Outro tema foi o modelo de atendimento presencial e digital, que tem provocado sobrecarga e pressão sobre os trabalhadores. A Caixa informou que o sistema ainda está em fase de implementação e poderá ser revisto.

 

A reunião tratou ainda da organização do atendimento nas agências. A CEE apresentou relatos de sobrecarga de empregados que precisam realizar simultaneamente atendimentos presenciais e digitais, até mesmo sem treinamento, dimensionamento de pessoal ou estrutura física adequados.

 

A negociação trouxe um avanço para empregados com deficiência, incluindo pessoas com TEA. A Caixa apresentou proposta para permitir, conforme avaliação individual, redução de jornada, flexibilização de horários e trabalho remoto para necessidades relacionadas a tratamentos e terapias.