Setembro Amarelo: falar sobre saúde mental é cuidar
O mês de conscientização ajuda a abrir espaços para conversas que durante muito tempo foram cercadas pelo silêncio e pelo tabu.
Por Julia Portela
Em meio à pressão do dia a dia, ao excesso de informações e às cobranças que atravessam a vida pessoal e profissional, cuidar da saúde mental não pode ser deixado para depois. O Setembro Amarelo chama atenção para uma questão que precisa ser tratada com responsabilidade e, principalmente, com escuta: a prevenção do suicídio. Criada em 2015 a partir da mobilização de diversas entidades, a campanha tem no amarelo uma referência ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro.
Falar sobre sofrimento, acolher quem precisa e reconhecer os sinais de que algo não vai bem são atitudes importantes. Essa mudança também alcançou as famílias, os espaços de trabalho, a imprensa e o poder público, ampliando o debate sobre saúde mental e a necessidade de construir ambientes onde pedir ajuda não seja motivo de vergonha.
Para categoria bancária, essa discussão ganha ainda mais importância diante da pressão por resultados, da sobrecarga e do assédio. Saúde mental não pode ser tratada apenas como responsabilidade individual: as condições em que as pessoas trabalham também precisam ser discutidas.


