Dispara o assédio eleitoral
Ameaças de demissão, constrangimentos e mensagens destinadas a pressionar empregados a apoiar determinados candidatos ou posições políticas estão entre as principais práticas.
Por Caio Ribeiro
Em agosto, o Brasil registrou forte aumento nas denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Segundo dados do MPT (Ministério Público do Trabalho), o mês concentrou 42,6% das 223 denúncias recebidas em 2026, indicando intensificação da pressão sobre trabalhadores durante o início oficial da campanha eleitoral.
Ameaças de demissão, constrangimentos e mensagens destinadas a pressionar empregados a apoiar determinados candidatos ou posições políticas estão entre as principais práticas. O crescimento dos relatos acende um alerta sobre a interferência de empresas nas escolhas políticas dos funcionários e sobre os impactos desse tipo de conduta no ambiente profissional.
O aumento das denúncias reforça a necessidade de fiscalização e de proteção à liberdade de escolha dos trabalhadores durante o período eleitoral. Para o MPT, situações de pressão política podem comprometer o direito ao voto livre e devem ser denunciadas aos órgãos responsáveis.


