Clientes ainda dependem das agências físicas
A preferência está diretamente ligada à necessidade de confiança, clareza e segurança. Em situações delicadas como dúvidas contratuais, problemas com serviços ou até fraudes, o contato direto com o bancário, no “olho no olho”, continua sendo visto como insubstituível pelos clientes.
Por Caio Ribeiro
Levantamento recente feito pela Accenture aponta que 74% dos clientes brasileiros ainda preferem recorrer às agências físicas quando precisam contratar serviços bancários mais complexos, como financiamento imobiliário ou planejamento financeiro. O dado, de pesquisa da Accenture divulgada pela imprensa, reforça que, mesmo com o avanço dos canais digitais, o atendimento presencial segue essencial para operações de maior valor e decisões de longo prazo.
A preferência está diretamente ligada à necessidade de confiança, clareza e segurança. Em situações delicadas como dúvidas contratuais, problemas com serviços ou até fraudes, o contato direto com o bancário, no “olho no olho”, continua sendo visto como insubstituível pelos clientes.
Apesar desta demanda, o setor bancário mantém uma política contínua de fechamento de agências e redução de postos de trabalho. Nos últimos anos, milhares de unidades foram encerradas, impactando o acesso da população ao atendimento presencial, sobrecarregando trabalhadores e prejudicando especialmente clientes com menor acesso à internet.
O cenário evidencia a contradição entre a estratégia dos bancos e as necessidades reais da sociedade. Para o movimento sindical, garantir a manutenção e ampliação das agências é fundamental não apenas para assegurar atendimento de qualidade, mas também para preservar empregos, fortalecer a economia local e cumprir a função social do sistema financeiro.


