Jornada menor, mais futuro para a juventude

A adoção de uma jornada semanal de 40 horas teria potencial para permitir que cerca de 425 mil jovens entre 18 e 29 anos consigam conciliar emprego e estudos.

Por Caio Ribeiro

A redução da jornada de trabalho pode ampliar as oportunidades de estudo e qualificação entre os jovens. Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que a adoção de uma jornada semanal de 40 horas teria potencial para permitir que cerca de 425 mil jovens entre 18 e 29 anos consigam conciliar emprego e estudos.

 

Os dados mostram que jornadas extensas dificultam o acesso à educação. Entre jovens que trabalham até 36 horas semanais, metade consegue estudar. Já entre aqueles submetidos a jornadas acima de 44 horas, o percentual cai significativamente, evidenciando o impacto do excesso de trabalho na formação profissional.

 

A pesquisa reforça o debate sobre o fim da escala 6x1 e a necessidade de melhores condições de trabalho para a juventude. Para especialistas, jornadas menores podem contribuir para reduzir a evasão escolar e ampliar as chances de qualificação e crescimento profissional.

 

A redução da jornada representa mais qualidade de vida, equilíbrio entre trabalho e estudo e melhores perspectivas para os trabalhadores. A pauta tem ganhado força em todo o país como parte da luta por direitos e valorização da classe trabalhadora.