Inadimplência bancária recorde
Taí uma prova da importância do Desenrola 2.0, iniciativa do governo Lula para renegociar dívidas. A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos, que exploram a sociedade, nas operações de crédito, aumentou para 4,4% em abril, um recorde histórico.
Por Ana Beatriz Leal
Taí uma prova da importância do Desenrola 2.0, iniciativa do governo Lula para renegociar dívidas. A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos, que exploram a sociedade, nas operações de crédito, aumentou para 4,4% em abril, um recorde histórico.
O indicador do Banco Central leva em consideração as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas, que registraram inadimplência de 5,4% no mês, quanto das empresas, taxa de 2,8%.
O endividamento das famílias ficou em 49,9%. Nos últimos 12 meses, houve aumento de 0,8%. Em igual período, o comprometimento da renda, parte do orçamento usadO para pagar dívidas, chegou a 29,3%, com alta de 1,3%.
O cenário de inadimplência elevada acompanha o de juros altos, resultado da política monetária do BC, que privilegia os “senhores” do capital. No caso do crédito livre às famílias, a modalidade em que os bancos podem definir quanto querem cobrar, os juros médios alcançaram 63% ano em abril, alta de 1,5% no mês e de 5% em 12 meses.
A taxa do empréstimo pessoal subiu 8,8%, já o custo do rotativo do cartão de crédito aumentou 3,7%. Enquanto o Copom (Comitê de Política Monetária) mantiver a linha dura na Selic, que hoje está em elevados 14,50%, o consumidor vai continuar a pagar um alto preço pelo crédito no Brasil.


