Bradesco demite arbitrariamente e ignora adoecimento
O Sindicato dos Bancários da Bahia repudia de forma veemente as demissões promovidas pelo Bradesco, que atingiram trabalhadores com estabilidade garantida por conta de adoecimento ocupacional e até mesmo aqueles amparados por decisões judiciais que asseguram a permanência no banco.
Por Ana Beatriz Leal
O Sindicato dos Bancários da Bahia repudia de forma veemente as demissões promovidas pelo Bradesco, que atingiram trabalhadores com estabilidade garantida por conta de adoecimento ocupacional e até mesmo aqueles amparados por decisões judiciais que asseguram a permanência no banco.
As dispensas ocorreram após a extinção de um setor inteiro do banco, justamente às vésperas do feriado. Entre os desligados estão trabalhadores adoecidos, alguns em licença médica e outros beneficiários de tutela antecipada e liminares judiciais. Mesmo diante destas garantias legais, a empresa optou por comunicar as demissões e manter os desligamentos.
A situação foi levada pelo Sindicato, por meio da COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco, à Diretoria de Relações Sindicais do Bradesco. Durante as negociações, a entidade exigiu o cancelamento imediato das dispensas dos colegas atingidos. No entanto, o banco informou que manterá as demissões sob a alegação de que a extinção do setor autorizaria o desligamento até mesmo dos trabalhadores estáveis.
Para o Sindicato, a justificativa não encontra respaldo jurídico e representa mais um capítulo da política de desmonte promovida pelo Bradesco. A entidade destaca que a estabilidade decorrente de adoecimento ocupacional possui proteção legal específica e não pode ser simplesmente ignorada por uma decisão administrativa do banco.
A postura é ainda mais revoltante quando observados os resultados financeiros do banco. Somente no primeiro trimestre de 2026, o Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Enquanto acumula bilhões em lucros, o banco segue fechando agências, reduzindo postos de trabalho, sobrecarregando os empregados que permanecem na ativa e prejudicando o atendimento à população. Agora, ultrapassa mais um limite ao atingir trabalhadores que enfrentam problemas de saúde e possuem garantias legais de emprego.
O Sindicato está adotando as medidas cabíveis e buscará na Justiça a reversão das demissões arbitrárias.


