Justiça impede fechamento da agência de Macururé

A medida atende a uma solicitação do Sindicato dos Bancários da Bahia, que denunciou os impactos sociais do fechamento da unidade por meio de mobilizações, manifestações e ações judiciais.

Por Julia Portela

A reivindicação da população de Macururé e a mobilização do Sindicato dos Bancários da Bahia conquistaram uma importante vitória contra mais uma tentativa de desmonte dos serviços bancários no interior do estado. A Justiça determinou que o Bradesco mantenha em funcionamento a única unidade bancária do município, barrando uma decisão que deixaria milhares de moradores sem atendimento presencial em nome da busca incessante por lucros.

 

A 1ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Chorrochó, no Vale do São Francisco, concedeu liminar impedindo o fechamento do posto de atendimento do Bradesco em Macururé, previsto para esta sexta-feira (19/06). A decisão foi assinada pelo juiz Dilermando de Lima Costa Ferreira na quarta-feira (17/06).

 

A medida atende a uma solicitação do Sindicato dos Bancários da Bahia, que denunciou os impactos sociais do fechamento da unidade por meio de mobilizações, manifestações e ações judiciais. Caso o encerramento fosse concretizado, a população ficaria obrigada a se deslocar até Chorrochó para acessar serviços bancários básicos. Os dois municípios estão separados por mais de 34 quilômetros, distância que afeta especialmente aposentados, idosos e moradores com dificuldade de locomoção. Segundo Ronaldo Ornelas, diretor do Sindicato, cerca de 90% dos clientes atendidos em Macururé pertencem a esse público.

 

Na decisão, a Justiça determinou que o Bradesco não encerre, transfira ou reduza a estrutura física de atendimento presencial em Macururé. O banco também deverá manter os serviços bancários ordinários de forma ininterrupta, garantir atendimento presencial para operações essenciais, como saques, depósitos e emissão de cartões, e não poderá transferir compulsoriamente as contas dos servidores e demais usuários para a agência de Chorrochó. A decisão reforça que o acesso aos serviços bancários não pode ser tratado apenas como uma questão de lucratividade, mas como um direito fundamental da população.