Caixa adia respostas sobre o Saúde Caixa

Novamente, os representantes dos empregados defenderam o fim do limite de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do plano, a retomada da proporção de 70% de participação da Caixa e 30% dos usuários, além da garantia de igualdade de direitos para os contratados após 2018.

Por Rose Lima

Mais uma negociação sem respostas. Assim terminou a segunda rodada entre a CEE e a Caixa, realizada na sexta-feira (17/07). Sem propostas efetivas, os empregados precisam ampliar as mobilizações. Uma das atividades já tem data marcada. É o Dia Nacional de Luta, marcado para 27 de julho.

 

O Saúde Caixa voltou a dominar os debates. Novamente, os representantes dos empregados defenderam o fim do limite de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do plano, a retomada da proporção de 70% de participação da Caixa e 30% dos usuários, além da garantia de igualdade de direitos para os contratados após 2018.

 

Também foram cobradas soluções para trabalhadores que enfrentam o chamado limbo previdenciário, quando ficam sem salário e sem benefício do INSS durante o afastamento. A CEE criticou o uso frequente de juntas médicas para revalidar atestados e pediu mais estrutura nas Gipes para acompanhar os empregados adoecidos.

 

Outro ponto sem tensão foi o teletrabalho. A pauta reivindica a criação de uma cláusula específica no acordo, com regras claras sobre jornada, direito à desconexão, ajuda de custo e critérios para o regime híbrido, especialmente na área de TI.

 

O endividamento entre bancários também entrou em discussão. A CEE defende a criação de mecanismos para facilitar a renegociação de dívidas. Segundo dados da Consulta Nacional da categoria, mais de 70% dos bancários possuem algum tipo de endividamento. Apesar das cobranças, a direção da Caixa não apresentou propostas para os principais itens da pauta.