Saúde entra na mesa, mas BB se esquiva
Enfrentar o adoecimento dos bancários, agravado pelas metas abusivas e pela precarização das condições de trabalho. Este foi um dos principais pontos tratados em mais uma negociação entre a CEBB e o Banco do Banco, nesta quinta-feira (23/07).
Por Rose Lima
Enfrentar o adoecimento dos bancários, agravado pelas metas abusivas e pela precarização das condições de trabalho. Este foi um dos principais pontos tratados em mais uma negociação entre a CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários) e o Banco do Brasil, nesta quinta-feira (23/07).
Representante da Bahia e Sergipe na mesa, o diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Fábio Ledo, destacou que o cenário apresentado pelas federações de todo o país é semelhante. “As metas abusivas são uma das principais causas do adoecimento dos funcionários. Recebemos relatos de todas as regiões do Brasil mostrando que a pressão por resultados segue cada vez maior, comprometendo a saúde física e mental dos trabalhadores”, afirmou.
Outro ponto debatido foi o funcionamento do PSO (Plataforma de Suporte Operacional). A representação dos funcionários denunciou que caixas têm sido constantemente deslocados para desempenhar atividades para as quais não receberam treinamento adequado, caracterizando desvio de função. Além de descumprir os acordos estabelecidos, a prática aumenta os riscos operacionais e compromete a segurança de funcionários e clientes.
A Cassi também voltou à pauta. O banco precisa responder a proposta já apresentada para que o BB garanta financiamento permanente, essencial para assegurar condições adequadas de funcionamento da Caixa de Assistência.
Agora, a expectativa do movimento sindical é de que haja devolutivas na próxima rodada de negociação, marcada para sexta-feira.


