Prevenção e acolhimento contra as bets

O SUS oferece teleatendimento para serviços sigilosos de acolhimento, orientação e acompanhamento psicológico para pessoas e familiares que sofrem com o vício em apostas.

Por Juliana Ambrozi

Como parte das medidas do governo Lula para conter os impactos nocivos das bets na sociedade, o Ministério da Saúde lançou, no domingo (26/07), a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. A campanha será veiculada na televisão, no rádio e nas redes sociais, com mensagem de alerta aos riscos das plataformas, além de divulgar serviços de saúde mental ofertados pelo SUS para apostadores e familias afetados.

 

O vício em jogos é classificado como transtorno aditivo pelo CID (Classificação Internacional de Doenças) e pelo DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que 1,2% da população adulta mundial sofre com o "Transtorno do Jogo".

 

O SUS oferece teleatendimento para serviços sigilosos de acolhimento, orientação e acompanhamento psicológico para pessoas e familiares que sofrem com o vício em apostas. O Ministério da Saúde alerta para alguns sinais de necessidade de intervenção: passar mais tempo ou gastar mais dinheiro que o planejado apostando; se preocupar frequentemente com apostas; alterações na rotina, humor, sono ou relações.

 

Para ter acesso ao atendimento, basta acessar o site ou aplicativo do Meu SUS e fazer login na conta Gov.br. Em seguida, clicar em "Miniapps", depois, "Problemas com jogos de apostas?" e, por fim, responder o autoteste digital.

 

Se o resultado do teste indicar risco considerável, o encaminhamento ao teleatendimento é automático. Em casos mais leves, a plataforma apresenta orientações sobre os serviços da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial). O acolhimento presencial deve começar em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e, quando há necessidade de atendimento especializado, o paciente é encaminhado a uma unidade do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

 

O governo também disponibiliza a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. No sistema, é possível solicitar o bloqueio voluntário do acesso à sites e apps de apostas.