Bancários da Bahia rejeitam proposta da Fenaban e aprovam paralisação de 24h
Por Rose Lima
A resposta dos bancários da base do Sindicato da Bahia é clara: a proposta indecente apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não serve. Em assembleia realizada nesta segunda-feira (17/08), com ampla participação da categoria, os trabalhadores rejeitaram a proposta com 97,48% dos votos, e aprovaram paralisação de 24 horas para esta quinta-feira (20/08), com 97,38% dos votos.
Entre os pontos que pesaram na decisão está a tentativa de congelar o piso de ingresso dos novos bancários, além da aplicação de reajustes diferenciados para três faixas salariais. A proposta também reduz os valores dos vales refeição e alimentação para trabalhadores do interior, criando mais uma diferença injustificável dentro da categoria.
Ou seja, enquanto os bancos seguem apresentando lucros bilionários, os pontos colocados na mesa não acompanham as necessidades reais de quem sustenta o sistema financeiro todos os dias.
Antes da votação, informação e mobilização
A assembleia foi precedida por uma plenária unificada, realizada por videoconferência. O debate reuniu trabalhadores e dirigentes sindicais para atualizar a categoria sobre os rumos da campanha salarial.
Os dirigentes apresentaram o cenário das negociações na mesa geral com a Fenaban e também nas mesas específicas com Banco do Brasil, Caixa, BNB e Santander.
Representantes das COE (Comissões de Organização dos Empregados) do Bradesco e Itaútambém participaram e relataram os principais problemas enfrentados pelos funcionários de cada banco, reforçando que a pressão precisa acontecer em todas as frentes.
Agora é mobilização
A aprovação da paralisação é mais um passo da categoria para pressionar os bancos a avançarem nas negociações. Mas, para fazer a mobilização ganhar força, a participação de cada bancário é fundamental.
Durante a plenária, os trabalhadores foram convocados a ocupar seu espaço na campanha salarial, participar das atividades e ajudar o Sindicato na mobilização dentro das agências e departamentos.
A negociação não termina na mesa. É a mobilização que faz os bancos sentirem a pressão.


