Empregados cobram avanço na Caixa
O Saúde Caixa, porém, é principal ponto de conflito. A representação dos empregados rejeitou duas propostas apresentadas pelo banco, por considerar que aumentariam significativamente os custos para os usuários.
Por Caio Ribeiro
Após seis rodadas de negociação, empregados da Caixa cobram respostas para reivindicações centrais. Destaque para o Saúde Caixa, questões relacionadas à carreira, remuneração variável, condições de trabalho e recomposição do quadro de empregados.
Apesar das dificuldades, algumas conquistas já foram obtidas. A Caixa retirou o Alcance.Caixa dos critérios da Promoção por Mérito, garantiu o pagamento dos deltas referentes aos anos-base de 2026 e 2027 em janeiro dos anos seguintes e suspendeu o processo de migração de caixas e tesoureiros para outras funções.
O Saúde Caixa, porém, é principal ponto de conflito. A representação dos empregados rejeitou duas propostas apresentadas pelo banco, por considerar que aumentariam significativamente os custos para os usuários.
A reivindicação pela ampliação da participação do banco no custeio do plano, com a retomada da proporção histórica de 70% (Caixa) e 30% (empregados). Os trabalhadores cobram ainda avanços em novos planos de cargos e funções, regras transparentes para promoções, remuneração variável justa, teletrabalho, combate às metas abusivas e ao assédio, além de novas contratações.
Para a CEE (Comissão Executiva dos Empregados), a mobilização é fundamental para transformar os avanços pontuais em conquistas e garantir um acordo que valorize os trabalhadores e fortaleça o caráter público da Caixa. Quarta-feira tem negociação. É ficar atento e, na quinta-feira, participar da paralisação de 24 horas.


