PLR do BNB segue sob risco após negociação termina sem avanços
Terminou por volta das 22h desta terça-feira (18/08) e sem qualquer avanço mais uma rodada de negociação entre a CNFBNB (Comissão Nacional dos Funcionários do BNB) e a direção do banco. Assim, continua sob risco o modelo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) conquistado pelos funcionários nos últimos dois anos.
Por Rose Lima
Terminou por volta das 22h desta terça-feira (18/08) e sem qualquer avanço mais uma rodada de negociação entre a CNFBNB (Comissão Nacional dos Funcionários do BNB) e a direção do banco. Assim, continua sob risco o modelo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) conquistado pelos funcionários nos últimos dois anos.
A expectativa era de que, após a apresentação dos resultados do BNB, pudesse surgir alguma novidade sobre a PLR. No entanto, a situação permanece a mesma. Ou seja, a excepcionalidade que permitiu a distribuição de até 48% dos dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas ainda não foi autorizada para 2026.
Na prática, sem a autorização, a Participação nos Lucros e Resultados pode voltar aos moldes de 2023. Uma simulação baseada nos resultados de 2025 aponta que o retorno ao antigo limite poderia provocar uma redução de mais de R$ 105 milhões no valor destinado aos funcionários, queda estimada de 34,8%.
A regra conquistada em 2024 foi resultado de representou uma importante vitória do funcionalismo, após 19 anos de luta, garantindo uma distribuição mais justa dos resultados produzidos pelos trabalhadores.
Mobilização é fundamental
Diante da falta de avanços, a participação dos funcionários na paralisação de 24 horas desta quinta-feira (20/08) é fundamental. A mobilização é uma forma de demonstrar unidade e aumentar a pressão sobre o banco para que apresente respostas concretas às reivindicações.
A diretora do Sindicato dos Bancários da Bahia, Jeane Marques, participou da mesa de negociação desta terça-feira (18/08). A rodada será retomada no dia 26 de agosto. Até lá, a orientação é ampliar a mobilização e mostrar ao banco que os funcionários estão unidos para defender uma PLR justa e preservar uma conquista construída ao longo de anos de luta.


