Na Caixa, proteção as mulheres além do acolhimento
O programa Acolhe, desenvolvido pela Caixa, acaba de completar cinco anos. A iniciativa, conquista da negociação coletiva para oferecer suporte especializado a empregadas em situação de violência doméstica e familiar.
Por Rose Lima
O programa Acolhe, desenvolvido pela Caixa, acaba de completar cinco anos. A iniciativa, conquista da negociação coletiva para oferecer suporte especializado a empregadas em situação de violência doméstica e familiar, se consolidou como uma importante ferramenta de acolhimento, orientação e proteção.
Para comemorar o sucesso da medida, a Caixa realizou evento nesta quarta-feira (27/05). Os representantes dos trabalhadores participaram da cerimônia, reconheceram a importância do programa, mas lembraram que o desafio vai além da criação de canais de apoio. É fundamental medidas que garantam segurança, autonomia e condições reais para que as mulheres consigam romper ciclos de violência.
A preservação da renda das empregadas que precisam ser transferidas de unidade ou de cidade para proteger a própria integridade física está entre os pontos destacados. A cláusula negociada assegura a possibilidade de transferência sem a necessidade de decisão judicial ou medida protetiva, permitindo uma resposta mais rápida diante de situações de risco.
A garantia, na avaliação da CEE, só alcança plena efetividade quando acompanhada da manutenção das condições de trabalho e da remuneração. Há relatos de que trabalhadoras transferidas por questões de segurança sofreram perda de função e redução salarial.
O tema, inclusive, já foi levado à mesa de negociação com a Caixa e é acompanhado de perto pela CEE. As políticas de acolhimento precisam estar associadas a mecanismos concretos que assegurem estabilidade financeira e condições para que as empregadas possam se afastar de situações de violência sem sofrer prejuízos profissionais.


