Atenção à saúde mental tem de ser o ano todo
Levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que os mais de 1 bilhão de indivíduos vivem com transtornos mentais no mundo.
Por Rose Lima
O ritmo de vida acelerado imposto pelo modelo ultraliberal de hiperconectividade e superprodutividade, em que o cidadão precisa dar conta de tudo ao mesmo tempo tem adoecido cada vez mais pessoas no mundo. Não precisa nem de dados para confirmar. Difícil não conhecer alguém que não faça algum tipo de acompanhamento.
Mas, para os céticos, levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que os mais de 1 bilhão de indivíduos vivem com transtornos mentais no mundo. Ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes. Entre os gêneros, mulheres são as mais afetadas. Daí a necessidade em se tratar do assunto o ano todo.
A campanha Setembro Amarelo, assim como o Janeiro Branco, segue uma lógica muito mais comercial, feita para captar clientes para os consultórios. Não à toa, as campanhas normalmente são voltadas para as classes média e alta, deixando de lado aqueles que não podem pagar pelos serviços.
E os dados da OMS comprovam. Nos países de baixa renda menos de 10% dos que precisam, recebem atendimento. Já o índice em nações de alta renda passa dos 50%. No caso do Brasil, uma pesquisa da Serasa e Opinion Box revelou que 49% das pessoas deixaram de buscar apoio psicológico por não conseguirem pagar pelas consultas.
A OMS aponta que os indivíduos em situação de pobreza têm três vezes mais chances de desenvolver transtornos como ansiedade e depressão, alimentados por fatores como insegurança financeira, pela fome e por jornadas exaustivas de trabalho.


