Plenária vitoriosa. Agora é votação

A plenária realizada nesta quinta-feira (03/09) reuniu ampla participação dos bancários no Ginásio de Esportes do Sindicato da Bahia, na ladeira dos Aflitos. Entre concordâncias e divergências, o debate mostrou uma categoria mobilizada, madura e unida diante de uma negociação marcada por dificuldades.

A plenária realizada nesta quinta-feira (03/09) reuniu ampla participação dos bancários no Ginásio de Esportes do Sindicato da Bahia, na ladeira dos Aflitos. Entre concordâncias e divergências, o debate mostrou uma categoria mobilizada, madura e unida diante de uma negociação marcada por dificuldades.

 

Com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a negociação impôs resistência às tentativas de fragmentar a categoria e retirar direitos. A CCT dos bancários, que reúne trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, segue como uma das maiores referências da negociação coletiva.

 

Mas o cenário atual exige responsabilidade. Sem a ultratividade, não há garantia automática de manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho após o fim da vigência. Ao mesmo tempo, uma greve nos bancos privados ocorre em um setor submetido a forte reestruturação, com fechamento de agências, redução de postos de trabalho e milhares de demissões. Nesse ambiente, a paralisação exige uma avaliação ainda mais cuidadosa.

 

Nos bancos públicos, por outro lado, a estabilidade dos empregados oferece maior segurança para a mobilização. Por isso, o Sindicato dos Bancários da Bahia orienta posições diferentes conforme a realidade de cada segmento.

 

“Chegamos até aqui com uma categoria participando, debatendo e mostrando unidade. A proposta não é a que gostaríamos de ter conquistado, mas precisamos avaliar o cenário concreto e proteger os direitos já garantidos”, afirma Elder Perez, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia.

 

A presidenta da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, também destacou a força da construção coletiva e a resistência durante toda a campanha. Segundo ela, o processo de negociação demonstrou que a unidade foi fundamental para impedir retrocessos ainda maiores.

 

A votação da proposta segue até o meio-dia desta sexta-feira (04/09). Para os bancos privados, a orientação é pela aprovação da CCT. Nos bancos públicos, a orientação é pela rejeição da proposta de CCT/ACT, considerando as questões específicas de Caixa, Banco do Brasil e BNB.